Preparar a folha e a superfície
Escolhe uma folha quadrada de papel com cerca de quinze centímetros de lado. Papel muito espesso pode ser difícil de dobrar; uma folha comum é suficiente para experimentar. Trabalha numa mesa limpa e faz os vincos com a unha ou com a lateral de um dedo. Se o papel tiver duas cores, decide qual queres mostrar no exterior. O primeiro objetivo é compreender a sequência, sem exigir um resultado perfeito logo à primeira tentativa.
Criar um triângulo com abertura em cima
Coloca o quadrado à tua frente com uma ponta virada para baixo, como um losango. Leva a ponta de baixo até à ponta de cima e vinca, formando um triângulo. A base longa fica em baixo e o vértice com as duas camadas fica em cima. Distinguir essas duas camadas é importante para o passo seguinte. Se as pontas não coincidirem bem, abre e corrige agora: um pequeno ajuste inicial facilita as dobras finais.
Formar as marcas laterais
Leva a ponta direita da base até ao vértice superior e vinca. Faz o mesmo com a ponta esquerda. Obténs uma forma semelhante a um losango pequeno. Abre apenas essas duas últimas dobras para regressar ao triângulo. As marcas ficam no papel e vão servir de guia. Agora dobra para baixo apenas a camada da frente do vértice superior, fazendo a ponta tocar aproximadamente no centro da base. A camada de trás permanece levantada.
Fechar o pequeno bolso
Volta a levar a ponta direita da base para cima, seguindo o vinco que já criaste. Enfia a sua extremidade por trás da aba frontal que dobraste para baixo, para dentro do pequeno bolso. Repete do lado esquerdo. Alisa com cuidado. O resultado é uma peça com abertura que pode envolver o canto de uma página. Se uma ponta não entrar, não forces: verifica se levantaste a aba correta e se mantiveste a camada posterior livre.
Decorar sem prejudicar o livro
Experimenta primeiro o marcador numa folha solta. Deve deslizar sem prender nem obrigar o papel a dobrar. Podes desenhar pequenos padrões no exterior, mas evita tinta ainda úmida, adornos volumosos ou materiais que manchem. Se o encaixe estiver apertado, refaz a peça com um quadrado maior. O exercício combina utilidade e observação: a cada dobra, confirma onde ficou a abertura. Essa atenção à orientação é uma boa base para experimentar modelos mais complexos.


